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A contribuição da fisioterapia para com os respiradores bucais está baseada justamente no sentido da facilitação da respiração, desde a entrada e saída do ar nos pulmões até a melhor absorção do oxigênio pelas células tentando evitar a necessidade da suplementação respiratória através da boca.
Para melhoria da performance respiratória do respirador bucal é necessário um trabalho dirigido e específico que solucione várias questões embutidas no ato respiratório.
A primeira delas é a capacidade pulmonar , ou seja, o volume de ar que entra e sai dos pulmões durante o processo respiratório, quanto maior o volume melhor o desempenho respiratório. O volume respiratório pode estar diminuído em função de doenças pulmonares diversas, tabagismo, ansiedade e até por desuso. Nestes casos a prática fisioterapêutica estará voltada a manobras e exercícios específicos para aumento do volume respiratório e combate a patologias que estejam presentes.
Em outros casos o paciente pode apresentar uma boa capacidade pulmonar (volume respiratório), mas que não está sendo utilizada por alguns fatores que dificultam a respiração, como exemplo a adoção de posturas corporais que impeçam o diafragma (principal músculo da respiração) de desempenhar bem seu papel na respiração, ou até diminuição dos movimentos da caixa torácica devido a desequilíbrios posturais, sem falar na diminuição do espaço da traquéia também por alterações da curvatura cervical.
Nestes casos a conduta fisioterapêutica estará muito mais relacionada à correção postural e ao ganho das amplitudes de movimento.
Outro fator de relevante importância é o trabalho de conscientização do processo respiratório, pois além de ter uma boa capacidade pulmonar e uma boa postura é necessário que o respirador bucal conheça bem a dinâmica respiratória tanto torácica (intercostal) quanto abdominal (diafragmática). Levando em consideração que o objetivo do cérebro é manter um bom nível de acidez do sangue (regulado em grande parte pela taxa de oxigênio), é compreensível entender porquê, de maneira inconsciente, o corpo em defesa de sua homeostase promove o aumento da freqüência respiratória quando há diminuição do volume respiratório A conscientização corporal ajuda muito a desfazer alguns vícios do respirador bucal como passar da respiração curta e rápida, para um padrão de respiração profunda e lenta.. É importante nestes casos não apenas a prática de exercícios respiratórios, mas também um trabalho de consciência corporal comparado ao realizado com pessoas que apresentam tiques nervosos (movimentos ou ações realizadas de forma inconsciente).
Não podemos esquecer também da condição geral do paciente, pois quando este não se encontra bem fisicamente demanda um consumo maior de oxigênio, ou seja, ele tende a respirar pela boca para suprir esta nova demanda. Por isso é importante que seja trabalhado o organismo como um todo de maneira integral e, nesse item devemos incorporar a idéia do condicionamento físico do paciente, quanto melhor preparado fisicamente menor a demanda de oxigênio e principalmente, maior a capacidade de perfusão do oxigênio (facilidade de entrada à nível celular). É por isso que atletas em repouso possuem um batimento cardíaco baixo e, mesmo em atividade uma boa nutrição celular, é o aumento da capacidade de perfusão. Obviamente o trabalho do fisioterapeuta, ou até do educador físico, nesta situação, é o de dar um bom treinamento aeróbico e muscular, mantendo o paciente em um bom estado de saúde.
 


   
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