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Ft. Belém Quesada (Argentina)


Qualquer lesão corporal se produz por um desequilíbrio de tensões ligamentares. No crânio, as tensões são membranosas (já que não há ligamentos). As membranas meníngeas, como todas as fáscias do corpo, estão formadas por uma trama conjuntiva, cujas diferentes fibras se organizam em função da tensão dos mecanismos de força, que sobre estas se aplicam. A trama óssea é igualmente, por sua origem, constituída por fibras conjuntivas, que estão banhadas por uma substância intersticial, diferentes sedimentos se organizam a medida que o corpo vai crescendo, dando às estruturas ósseas maior rigidez. No momento do nascimento, todos os ossos do crânio estão constituídos por uma única capa. A ossificação não está determinada.


O periósteo interno está muito aderido às membranas que rodeiam o encéfalo (duramáter).


As articulações intracranianas, estão formadas por um tecido sutural, que permite uma certa distensão articular, permitindo-lhe um micromovimento entre os ossos do crânio. Esta flexibilidade articular, imprescindível para a complexa fisiologia e intercâmbio de líquido. As articulações intracranianas, estão formadas por um tecido sutural, que permite uma certa distensão articular, permitindo-lhe um micromovimento entre os ossos do crânio.

 

Esta flexibilidade articular, imprescindível para a complexa fisiologia e intercâmbio de líquidos com o resto do corpo, pode ser perturbada por diferentes fatores. Todo tecido possui um limiar de resistência ao stress, mais além do qual as forças aplicadas, se registram nas fibras tissulares. Isto é particularmente certo para o recém-nascido.

 

No feto, o corpo se enrola em espiral a partir do crânio, pelo mecanismo do nascimento, já que este efetua uma torsão na cavidade pélvica para deslocar-se em direção das resistências menores (primeiro o feto descende dentro da cavidade pélvica seguindo um eixo umbílico-coxígeo, as contrações do períneo, guiam este para frente. A cabeça do bebê sofre agora uma rotação para fazer coincidir seu diâmetro maior, com o diâmetro maior do estreito inferior. Esta rotação se vê favorecida por uma resistência suficientemente grande do períneo posterior). Todos os tecidos, forças, é a razão pela qual a maioria dos latentes colocados sobre uma mesa se movem espontaneamente em espiral com a cabeça para
um lado e a pelves e membros inferiores para o outro.


O estado de saúde é a capacidade de adaptar-se


O crânio do neonato pode sofrer perturbações durante o nascimento, devido a sua grande maleabilidade. As pressões sofridas sobre este, podem ser um fator que influi a ossificação das fontanela.


Todas as regiões do corpo submetidas a um desequilíbrio, repercutem à distância, devido a sua interdependência. As tensões que se aplicam sobre as membranas meníngeas e fáscias, repercutem mais ou menos, em função de sua importância, sobre todo o corpo podendo produzir desequilíbrios da coluna vertebral, da pelves, dos membros
superiores e membros inferiores.


Assim podemos encontrar em uma criança ou adolescente mecanismos de produção de lesões:


1. Durante a vida fetal diferentes etiologias são possíveis: Útero patológico: espaço intra-uterino pequeno Desequilíbrio da pelves materna: a calota repousa em torno pelviano durante os últimos 2 meses da gravidez e está muito pelas patologias deste anel osteoligamentoso.

· Gravidez de gêmeos: um dos gêmeos pode produzir compressão cranial ao outro.

· Contrações prematuras: alterando a vida intra-uterina

· Encaixe precoce: se esta fase for grave pode produzir uma compressão


2. Durante o nascimento: durante o encaixe o crânio sofre uma modelagem importante para adaptar-se ao canal do parto. Os diâmetros transversais do mesmo diminuem de 1.5 a 2 cm. Durante o trabalho de parto o osso que sofre maior pressão se desliza produzindo um acavalgamento (por exemplo na apresentação cefálica mais freqüente OIGA o parietal direito recobre o esquerdo, o frontal e o occipital, o conjunto produz uma assimetria do crânio, realizando uma convexidade direita).

 

Uma pressão muito forte pode provocar hematomas subperiósticos. Nos partos prolongados pode se produzir uma verticalização da escama do occipital. A forma da cabeça varía em função das pressões aplicadas. O descenso do feto dentro da cavidade pelviana se produz por uma torsão do bebê, enquanto se desloca em direção das menores resistências; aqui a escama do occipital sofre duas forças: a resistência da rama púbica à rotação e as contrações uterinas empurrando a cabeça para a base. Assim se podem produzir lesões intra-ósseas do occipital (deslocamento da
escama sobre as massas laterais e o corpo do occipital, não soldadas no momento do nascimento).

 

As pressões do occipital podem gerar moléstias no Sistema Nervos Central, por exemplo no bulbo, fascículos piramidais...Podem modificar a forma do orifício occipital e assim as zonas de inserção de todas as fáscias e músculos
suboccipitais (causa de escolioses do latente, torcicolos congênitos...).


Os orifícios da base também são alterados (foramem rasgado anterior e posterior, foramem oval, estilomastóide...) explicando desta maneira diferentes patologias do neonato. Os temporais também sofrem pressões e estiramentos importantes que podem produzir modificações intra-ósseas favorecendo à crianças problemas de audição, otites... No caso em que a rotação fetal é insuficiente, e o obstetra deve recorrer ao fórceps, há que ter em conta as lesões possíveis em função das pressões aplicadas. E se a expulsão não é satisfatória, também há que recorrer à ventosa, para facilitar a saída do bebê. A qual pode produzir estiramentos meníngeos e das fáscias responsáveis de desequilíbrios vertebrais.

 

Nos nascimentos por cesárea, a troca brusca de pressão altera a fisiologia normal. O feto também pode apresentar-se para o nascimento de outras maneiras menos freqüentes, que produzem lesões, assimetrias, ou estiramentos meníngeos.


3. Lesões durante a primeira infância: os traumatismos constituem a etiologia mais importante. O crescimento do crânio,
durante o primeiro ano, depende em grande parte do crescimento do encéfalo. As lesões neurológicas, podem freira os movimentos do crânio. A diminuição dos movimentos do crânio, pode determinar lesões neurológicas.


Bases do tratamento
Se realiza principalmente a modelagem cranial, baseado fisiologicamente e anatomicamente na maleabilidade dos tecidos, a lenta ossificação dos mesmos. ( A ossificação do crânio está completamente terminada ao redor dos 20 anos; e a ossificação do sacro finaliza entre os 20 e 25 anos).

 

As articulações intracranianas estão formadas por um tecido sutural que permite uma certa distensão articular,  autorizando um micromovimento entre os distintos ossos do crânio.


Portanto, durante toda a primeira infância, é fácil de modelar todo o tecido que sofreu um traumatismo. O osteopata deve estar treinado a "escutar" os tecidos e seus ritmos, e assim determinar a lesão e poder influenciá-la com técnicas baseadas essencialmente na pompagem e modelagem. 

 

Freqüentemente o osteopata coloca a sua mão sobre a zona correspondente ao centro de ossificação (por exemplo: giba parietal, giba frontal), buscando obter um relaxamento das tensões, e assim, logo reconstruir o ritmo global da engrenagem.

 

Desta maneira, também, estamos prevenindo problemas à distância.

 

  • Modelagem: consiste em melhorar a maleabilidade dos tecidos sem freiar o movimento próprio de cada um. Se pode fazer uma modelagem do sacro ( por exemplo:, nos nascimentos de cócoras, por um golpe por trás, ou por caída direta em crianças pequenas). Também modelagem do occipital, do frontal, do parietal.
     
  • Desbloqueio do orifício occipital: para liberar as compressões que se exercem ao nível da medula espinal e estruturas vásculonervosas.
     
  • Equilíbrio fronto-occipital: a terminação anterior da foice do cérebro é um pólo de inserções meníngeas muito importante, aí está a necessidade de manter os tecidos relaxados. Este equilíbrio permite um controle do osso esfenóide e da sínfise esfeno-basilar.
     
  • Equilíbrio occipito-facial: permite manter ou recuperar a harmonia entre os ossos da face e do crânio.
     
  • Equilíbrio máxilo-facial: no caso em que os maxilares estejam embutidos abaixo do frontal; esta técnica permite liberar as tensões dos tecidos para que o maxilar descenda e ocupe seu lugar entre os ossos da face.
     
  • Equilíbrio bilateral dos temporais: esta normalização atua também sobre as fibras da tenda do cerebelo (membranas do plano transversal).
     
  • Equilíbrio occípito-vertebral: as fáscias cervicais são geralmente lesadas pelas rotações extremas da cabeça no momento da saída dos ombros , durante o parto.
     
  • Equilibro occípito-esternal: o occipital, o esterno e o sacro são três relações fasciais muito importantes que devem ser normalizadas,uns em relação aos outros.
     
  • Equilíbrio lombo-sacro: é muito importante já que esta se completa todo o trabalho pélvico, recolocando corretamente o quadril em relação ao plano frontal e horizontal.
     
  • Equilíbrio dos membros inferiores: em relação ao quadril e a coluna lombar. Os problemas dos pés e dos joelhos, nas crianças, são geralmente relacionados a um desequilíbrio crânio-sacro e é necessário normalizar as lesões equilibrando os membros inferiores em relação ao quadril e em relação ao resto do corpo.
     
  • Expansão da base: deve estar associada a todo equilíbrio occipital, já que qualquer desequilíbrio deste, perturba sua relação com o atlas e os temporais. A normalização da charneira cérvicooccipital é indispensável para um bom equilíbrio de todo o organismo.

 


Bibliografia

1. SEGUEEFM. LA Therapie Cranio-Sacrée chez l'enfant - SPEK
2. LOUERCHROMTZ-SLOTKIM. The Stress of Being Boin
3. BROOKES D. Cranial Osteopathy

 

 

 


   
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