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Por: Felipe Ribeiro Mascarenhas  CREFITO-3 27386-F

Fisioterapeuta

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"Encarei, sobretudo, a microfisiologia dos osteopatas e a função muscular. E tudo isso abala as ideias bem estabelecidas, confortáveis para um terapeuta. Também para mim, sob muitos pontos de vista, foi uma descoberta e uma perturbação em meu trabalho do dia-a-dia. Nunca é agradável, após quarenta anos de prática, notar que estávamos errados".
(Marcel Bienfait)
 
Devemos entender primeiramente o conceito de fisiologia articular que é o mesmo que função articular. Esta função articular pode ser observada de duas formas: estática ou dinamicamente.
 
A macrofisiologia articular É utilizada para determinar as atitudes posturais tais como antiversão pélvica, retroversão pélvica, cifose dorsal, escoliose etc. (macrofisiologia estática). É também utilizada para determinar os grandes gestos, antipulsão do ombro, extensão do quadril, flexão do punho etc. (macrofisiologia dinâmica). É a fisiologia estudada pela medicina tradicional.
 
Microfisiologia articular são os movimentos acessórios ou micromovimentos existentes nas articulações, que muitas vezes não podemos enxergar a olhos claros, mas sabemos que existe e que faz parte das funções articulares. Podemos observá-la através de exames osteopáticos específicos. Da mesma forma que um ombro realiza antipulsão, retropulsão, adução, abdução, ele também permite micromovimentos de anterioridade, posterioridade, inferioridade e superioridade da cabeça umeral com relação à gleno-umeral. Esta dualidade de movimentos encontramos em todas as articulações do corpo e elas se completam e acontecem simultaneamente.
 
Durante um movimento de abdução (macrofisiologia) ocorre em uma determinada angulação um abaixamento da cabeça umeral (microfisiologia) para que o tuberculo maior do úmero e os músculos do manguito possam passar livremente evitando, desta forma, o atrito com o ligamento córaco-acromial. Se por uma disfunção de microfisiologia, não for possível o abaixamento da cabeça umeral durante o movimento de abdução, certamente teremos o confronto das estruturas do manguito com o ligamento córaco-acromial ou acrômio, e também, um impedimento de um bom gesto de abdução.
 
Estas duas fisiologias podem ocorrer simultaneamente; mas também podem ocorrer de forma independente. Podemos ter um indivíduo que apresenta uma hiperlordose lombar, portanto uma antiversão pélvica, uma alteração postural típica de macrofisiologia estática. Este mesmo indivíduo ao praticar esporte, sofre um traumatismo, cujo mecanismo é uma flexão da coxa direita. Este gesto poderá levar a um bloqueio posterior do ilíaco direito (microfisiologia articular estática) ­ lesão osteopática. Esta situação só é possível devido a existência de duas fisiologias diferentes que, apesar da interação, são totalmente independentes. Quando realizarmos uma avaliação, será fácil enxergar a macrofisiologia (antiversão pélvica), que continuará existindo neste paciente, mas será difícil enxergar a microfisiologia (lesão posterior do ilíaco), a não ser que o examinador conheça a existência da microfisiologia.
 
Quando as fisiologias se apresentam em disfunções, temos que fazer uma correlação com a clínica do paciente, para que possamos interferir adequadamente e corrigi-las.
 
 
 
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