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                      Fisioterapeuta

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ESPONDILITE ANQUILOSANTE    

             

É uma forma de espondiloartrite crônica soro negativa caracterizada por comprometimento progressivo das articulações sacroilíacas e vertebrais com eventual ossificação nessas articulações e ao seu redor (anquilose óssea). As articulações proximais das extremidades, particularmente as do quadril, podem ser afetadas, bem como as articulações periféricas, principalmente nas extremidades inferiores.

Difere da A.R. em relação a sua imunogenética, idade de início, incidência de sexo, distribuição clínica, aspectos radiográficos e resposta à terapia (é considerada uma doença separada do tecido conjuntivo mais do que uma variante de doença reumatóide)

 

 

INCIDÊNCIA

 

Na década de 70 a E.A. era considerada uma doença reumatóide incomum com ocorrência predominante em homens jovens.

Quando formas menos graves da doença são reconhecidas, a E.A. é quase tão comum quanto a A.R., e também as mulheres jovens são afetadas quase tão frequentemente quanto homens jovens.

Tipicamente, o início é na fase adulta jovem e raramente após os 30 anos. Uma forma juvenil de E. A. pode começar tão cedo quanto aos 10 anos, associada com uma artrite periarticular

 

 

ETIOLOGIA

 

Sua causa precisa é desconhecida, porém a importância de um fator predisponente genético tem sido enfatizada pela descoberta de que 96% de caucasianos que sofrem de E.A. são portadores do antígeno tissular herdado HLA-B27, que serve como um marcador genético.

Esse antígeno é encontrado em 5% a 15% de todos os caucasianos

Dentre os portadores do antígeno apenas 20% desenvolvem E.A.

 

PATOGÊNESE E PATOLOGIA

 

 

A E.A. acomete o sítio de inserção dos tendões, ligamentos, fáscia e capsulas fibrosas articulares.

O processo patológico é uma fibrose progressiva e ossificação nessas partes moles periarticulares, eventualmente levando à anquilose óssea de toda a articulação

A doença começa nas articulações sacroilíacas e avança lentamente para cima ao longo da coluna vertebral, onde afeta a articulação facetária posterior

A coluna lombar pode ser poupada na fase inicial, mas é eventualmente comprometida

Os tecidos periarticulaes das articulações também são afetadas

Eventualmente as partes moles de ambos os tipos de articulação se ossificam, produzindo uma anquilose óssea que pode envolver toda a coluna, convertendo-a numa única massa rígida de osso.

As articulações vertebrais da coluna tornam-se comprometidas em um terço dos pacientes e os quadris são propensos a se tornar completamente anquilosados

Um elemento sistêmico de E.A. existe evidenciado por lesões que podem envolver olhos, pulmões, coração e glândula prostática

 

ASPECTOS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICO

DA ESPONDILITE ANQUILOSANTE

 

-         Paciente geralmente jovem

-         Inicia com dor lombar vaga, gradual

-         Se agrava com movimentos súbitos

-         Não é aliviada com repouso

-         Rigidez matinal da coluna persiste durante todo o dia

-         Em contraste com dor lombar “mecânica”, a dor melhora com exercício físico

-         Exame físico- dor sobre art. sacroilíacas e coluna vertebral, com espasmo muscular vertebral e perda da lordose lombar normal

 

 

-         Dor na região calcânea – inserção do tendão de aquiles e fáscia plantar

-         Progressão de sinais e sintomas é geralmente contínua, podendo ser intermitente

-         Durante ou após 1 ano (ou mais) geralmente a doença se propaga para cima ao longo da coluna, tornando-se progressivamente mais rígidas

-         Comprometimento das articulações costovertebrais – dor à respiração profunda, perda de movimento, diminuição da expansão torácica normal

-         Formas mais graves de E.A., a coluna vertebral se torna progressivamente mais rígida e mais fletida

-         Paciente é incapaz de olhar para cima e para frente

-         Dificuldade de andar pelo quadril anquilosado

-         Sua progressão é lenta e inflexível, porém pode estacionar espontaneamente em qualquer estágio

-         RX – inicial: estreitamento do espaço cartilaginoso sacroilíaco e esclerose subcondral; pode haver ossificação da articulação

           - fase tardia: ossificação do anel fibroso das sínfises intervertebrais “coluna de bambu”

-         Manifestações clínicas sistêmicas: fadiga, perda de peso e febre baixa

-         Exame laboratorial – pode revelar anemia

HLA-B27 não é um valor diagnóstico absoluto (20% ind. com HLA-B27 positivo desenvolvem a doença e nem todos os ind. com a doença possuem esse antígeno)

-         Diagnóstico feito em bases clínicas e radiográficas

 

 

 

TRATAMENTO FISIOTERÁPICO          

 

 

 

Objetivos:

 

1-   diminuir a dor

2-   manter ADM de todas as articulações para uma melhor função

3-   manter ou ganhar força muscular

4-   manter estabilidade articular

5-   manter expansibilidade da caixa toráxica

6-   promover independência nas AVDs

7-   promover eficiência e segurança no padrão de marcha

8-   retardo na evolução das deformidades

 

 

 

Condutas:

 

1-   eletrotermofototerapia

2-   mobilização passiva e ativa das articulações

3-   exercícios isométricos e isotônicos

4-   exercícios proprioceptivos

5-   exercícios respiratórios

6-   treinos de marcha

7-   exercícios posturais e treinamento funcional adaptado

8-   osteopatia

9-   RPG

10- Pilates

 

 

 

 

 

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 Autor: Felipe Ribeiro Mascarenhas


   
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