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O diabetes atinge mais de 190 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que 5 milhões só no Brasil. Sua característica fundamental é a hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue). A hiperglicemia e outros desarranjos bioquímicos advêm da secreção ou atividade reduzida da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas importante na regulação do metabolismo glicídio, lipídico e protéico.
Segundo o endocrinologista Severino Farias, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sben), em Salvador (BA), especialista em diabetes, existem dois tipos da doença. A chamada de tipo 1 é causada pela deficiência na produção de insulina e se inicia, geralmente, na infância. A classificada como tipo 2 é a mais comum. Normalmente se manifesta depois dos 40 anos e em indivíduos obesos, tem uma forte relação com o ambiente (dieta e atividade física) e se caracteriza por graus variados de resistência insulínica e/ou secreção inadequada da insulina.
Ligado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o endocrinologista, Antônio Chacra, acrescenta que a diabetes do tipo 1 sempre necessita de insulina. E o tipo 2 tem um componente familiar que pode se manifestar ao longo da vida devido os fatores de risco (obesidade, stress, sedentarismo). Ele cita como exemplo uma pessoa gorda, que não faz atividades físicas e tem na família um histórico de diabetes, "provavelmente essa pessoa terá diabetes", explica.
A freqüência do distúrbio tem aumentado rapidamente no mundo nos últimos anos, de acordo com a observação dos especialistas. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que a doença é epidêmica.
As estatísticas apontam que hoje aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo têm a enfermidade e ela deve se multiplicar até 2025, chegando aos 330 milhões. No Brasil, em 2001 existiam 5 milhões de diabéticos, a estimativa revela que em 2025 eles serão 11,6 milhões.
Para os médicos, o crescimento das estatísticas da doença se deve ás mudanças nos hábitos e ao estilo de vida incorporados ao cotidiano das pessoas nas últimas décadas. No caso das crianças Farias lembra que elas "não brinca mais na rua de queimada, pique-pega, não sobem mais em árvores. Passam o dia em frente a televisão e ao computador, comendo besteiras e acumulando calorias". Chacra, por sua vez, reforça que "a obesidade é o principal fator dessa doença e tem crescido muito entre as crianças", constatação que é motivo de apreensão por médicos de vários países.
Chacra esclarece que a diabetes do tipo 2 é que está crescendo muito entre os adolescentes, principalmente nos Estados Unidos. "Por enquanto, no Brasil, na nossa percepção, essa epidemia não ocorre com os jovens na mesma intensidade", diz. Por ser uma doença crônica, a diabetes não tem cura. Para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras da disfunção é necessário uma reestruturação no hábito alimentar, para assim impedir a obesidade, um dos grandes vilões. "O diabético só precisa ter disciplina e praticar atividades físicas. Os exercícios físicos só perdem, em termo de importância, para a insulina", explica Farias. "A diabetes é uma doença que pode ser prevenida", completa Chacra.
O diagnóstico dos diabetes é feito pelo resultado da glicemia da pessoa em jejum igual ou maior que 126 mg/dl em duas ocasiões, ou quando, durante o teste oral de tolerância à glicose, encontram-se duas ou mais amostras com valor superior a 200 mg/dl, sendo uma delas obtidas duas horas após a ingestão do açúcar. "Hoje, 50% dos diabéticos não sabem que têm a doença. Com isso, não cuidam, não mantêm um controle adequado, não vão ao médico regularmente e ficam predispostos a uma série de outros problemas, como os cardiovasculares", comenta Farias.

Kit para tratar diabetes
No diabetes, manter a saúde é controlar o nível de glicose no sangue (glicemia). Para que se tenha um parâmetro, a taxa de glicemia considerada normal de uma pessoa que não tem a disfunção, antes de uma refeição, é de 70 a 110 mg/dl.
Uma outra ocorrência do diabetes é quando ela surge apenas na gravidez, quando é denominada de diabetes gestacional. "A glicemia da mãe aumenta e a glicose passa pela placenta, mas não a insulina. O pâncreas do bebe produz mais insulina, pois percebe que a glicemia aumentou e pega esta e transforma em gordura. Como conseqüência, o bebe nasce com peso elevado, de quatro quilos para cima. Mas isso não quer dizer que o bebe nasça necessariamente com o diabetes", explica Chacra.
De acordo com Farias, a melhor prevenção é vacinar as crianças para todos os tipos de viroses típicas da infância e o principal, prevenir a obesidade infantil. "A população precisa se conscientizar dos males do excesso de peso e da falta de atividades físicas, pois além de prevenir a diabetes, irão prevenir outras doenças graves. Todo ser humano precisa praticar atividades físicas", sentencia.
Fonte: Agência Brasil
Publicado em: 16/11/2003


   
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